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domingo, 1 de fevereiro de 2015

Ser mãe #7 - mães traidoras!

Desde sempre ouvi com muita atenção os relatos das outras mamãs sobre o nascimento dos seus bebés.
Desde sempre ouvi as outras mamãs a dizer que o nascimento do seu bebé foi o dia mais feliz da vida delas.
Desde sempre ouvi as outras mamãs a dizer que se emocionaram no momento em que o seu bebé nasceu.

Foi então que quis sentir todas essa emoções.
Foi então que me quis emocionar ao pegar no meu bebé pela primeira vez.

As outras mamãs colocaram-me uma enorme expetativa ao sonhar com o grande dia. Mas não foi bem assim, suas traidoras! :)

Sempre desejei ter um bebé, menina de preferência, o que se concretizou na realidade... O desejo era imenso e eu adorava ouvir as outras mães a contar tudo o que estava relacionado com os seus bebés. Foi então que decidimos que estava na altura. Correu tudo bem, a gravidez foi de termo e muito tranquila.

Posso dizer que a gravidez foi a fase mais feliz da minha vida. Adorei andar com um barrigão, fui muito feliz ao sentir o meu bebé. Amava a minha bebé mesmo antes dela nascer e já me considerava mamã. Quando chegou o momento, estava mais do que preparada, sem nervos e pronta para a receber.


O parto foi longo, mas correu bem (graças ao alivio da epidural), um pouco mais difícil no final. Foi então que ela nasceu...

O grande momento que tanto esperei chegou. Olhei para ela e... tcharam... N-A-D-A!

Não senti emoção...
Não senti felicidade...
Não senti NADA...

Afinal tudo o que as outras mamãs me incutiram durante toda a minha vida não era verdade! Pelo menos para mim não foi... O meu primeiro sentimento foi apenas de responsabilidade. Responsabilidade por aquele ser que trouxe ao mundo.

Olhando para trás, considero que o cansaço não me deixou amar a minha bebé quando a colocaram nos meus braços... Claro que, não sei bem quando, talvez umas horas depois já a amava incondicionalmente, mas senti-me traída por todas as mamãs do mundo.

Mamãs de primeira viagem não se iludam :) Mas não se preocupem isso passa depressa, são as hormonas que nos põe neste estado...

Afinal há outra forma e sentimento ao ver uma vida a nascer...

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Ser mãe #6 - Vamos categorizá-las!

Hoje deparei-me com o seguinte pensamento:

Comparando as recém mamãs até ao primeiro ano de vida do seu bebé, vamos lá categorizá-las de acordo com o seu tempo disponível e motivação para o exercício:

1) Mãe livre e motivada - É aquela mãe que tem todo o tempo do mundo e tendo com quem deixar o seu bebé aproveita todo o tempinho para perder as gordurinhas que ganhou durante a gravidez!
É cuidado com a alimentação, é ginásio, é exercício ao ar livre, são atividades extra e consegue fazer isto tudo e ter imenso tempo livre com o bebé.

2) Mãe ocupada e motivada - É aquela mãe que normalmente trabalha durante todo o dia e mesmo assim consegue arranjar tempo e motivação para perder todas as gordurinhas que ganhou durante a gravidez. Também tem cuidado com alimentação e qualquer tempinho é pretexto para exercício. Esta mãe também consegue ter um tempinho livre com o bebé.

3) Mãe livre e desmotivada - É aquela mãe que tem o tempinho todo livre, mas que não se importa com as gordurinhas extra, ou mesmo que se importe ocupa o seu tempo com outra coisa. No fim do dia pensa “O dia passou muito depressa”, mas olhando para trás nem sabe bem onde passou o tempo. Esta mãe também consegue ter imenso tempo livre com o bebé.

4) Mãe ocupada e desmotivada - É aquela mãe que normalmente trabalha durante o dia e mesmo importando-se com as gordurinhas extras deixadas pela gravidez, não consegue arranjar motivação para as perder! Tenta ter cuidado com a alimentação, mas depois começa sempre a dieta no dia seguinte e exercício só quando o rei faz anos. Mesmo assim consegue ter um tempinho livre para o seu bebé.

Conclusão, olhando para o meu percurso desde que a minha bebé nasceu, posso afirmar que comecei como Mãe livre e motivada, passei para Mãe livre e desmotivada e depois para Mãe ocupada e desmotivada.

Isto tudo porque mal a baby B. nasceu comecei a frequentar aulas pós-parto e tentei ter uma alimentação saudável. Comecei também a frequentar 1x por semana aulas no ginásio. Com isto consegui chegar ao peso que queria. Depois deixei as aulas do pós-parto e desde que comecei a trabalhar a alimentação saudável está meia esquecida!

Ora bem, parece-me que estou a andar para trás! Eh Eh e estou mesmo, já se nota! Raios parta a genética... A minha é mesmo ridícula, não me ajuda em nada!

O bom disto tudo é que qualquer que seja o tipo de mãe, todas arranjamos um tempinho para o nosso bebé...

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Ser mãe #5

Visto que sou uma mamã de primeira viagem, todas as mamãs me dão conselhos de como acalmar a minha bebé e quais as técnicas a utilizar para que ela adormeça calmamente!
Muitas falam-me em ligar o secador ou o aspirador ou o exaustor ou colocá-la embrulhada num cobertor, pois tudo isto simula os sons e a sensação de quando os bebés estavam na barriga da mãe... Mas fiquem a saber que nada que termine em ÔR funciona com a minha filha!!! Se eu a deitar a chorar e ela tiver com a birra, há-de chorar, chorar, chorar, gritar e chorar e nunca mais se cala! 

Até já coloquei uma aplicação no tablet "Sleep Baby Sleep", onde podemos simular e temporizar esses sons. Pus aquilo a tocar sem ela se aperceber, mas ela mandou-me passear! Às vezes, quando ando a arrumar a casa, coloco-a a dormir a sesta e vou aspirar a casa, mas isso não a faz adormecer.

Portanto cada bebé tem o seu feitio. Hoje falei com a educadora que me disse que a minha bebé não adormece no infantário sem ser na cama, enquanto os outros bebés adormecem em qualquer sítio, até mesmo na espreguiçadeira. Portanto elas já sabem que quando se está a tornar insuportável é mesmo o sono que a está a chegar e têm de ir colocá-la na cama.
Isto traz-me um pequeno problema: é que a qualquer sítio que vá ela não dorme (nem no ovo e muito raramente no carro) e por vezes fica muito chatinha…

Claro que nós, como pais, já sabemos o comportamento dela e também já adaptámos a nossa rotina a isso, sendo que para nós isto já é algo normal…

sábado, 24 de janeiro de 2015

Ser mãe #4

Já lá vai mais de um mês que comecei a trabalhar. Olhando para trás vejo que as semanas passam a correr e não dá para fazer nada de interessante durante a semana.  

Não há tempo! 

Os dias são curtos, quando chego a casa já é de noite e ainda por cima o tempo não ajuda! 
Os meus dias resumem-se a isto:

- Acordar
- Vestir e tomar o pequeno-almoço
- Acordar e vestir a bebé
- Dar-lhe leite
- Levá-la ao infantário
- Ir trabalhar
- Almoçar (1h)
- Voltar do trabalho
- Entrar em casa e lagar as coisas (às vezes a esta hora já passei pelas compras)
- Ir ao infantário buscar a bebé
- Fazer Sopa / Banho ao bebé
- Dar de jantar ao bebé
- Colocar o bebé a dormir 
- Fazer Jantar / Jantar
- Bebé acordou (dar-lhe leite)
- Colocar bebé a dormir
- Ver 5 minutos de tv
- Adormecer no sofá
- Acordar e ir dormir para a cama

Ainda tenho que arranjar tempo para passar a ferro, arrumar a casa, por roupa a lavar, estender e apanhar roupa, ir às compras, brincar com o bebé e mais umas quantas tarefas que não vale a pena enumerar aqui!

E ainda estou a cumprir as duas horas a que tenho direito da maternidade (uma de manhã e outra à tarde). No entanto, também notei que desde que a baby B. nasceu, comecei a fazer muitas mais coisas ao mesmo tempo. Às vezes estou a dar de comer à bebé e ao mesmo tempo estou a fazer o jantar e uma sopa para o dia seguinte... Se bem que o B. ajuda no jantar...

Bem o que importa é que no final basta um sorriso da baby B. para compensar tudo, mas bem que podíamos ter direito a mais uns mesinhos de licença de maternidade! Bem merecemos, ser mãe é trabalhar 24h por dia!

sábado, 3 de janeiro de 2015

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Ser mãe #2

Regressei ao trabalho esta semana após a licença de maternidade. A baby B. ficou com o pai e estão a dar-se lindamente. Quanto a mim, a minha primeira impressão do regresso ao trabalho foi normal, como se nunca tivesse saído de lá (claro que já me esqueci de algumas coisas, mas nada de especial)... A única diferença, é que agora sou bombardeada com perguntas acerca da baby B. Invariavelmente, oiço os meus colegas a perguntar "Dormiste bem esta noite?" -Sim, dormi... "Ainda hoje estive acordado até às 3 da manhã" - :( Pois..."Que sortuda..." -Eu, sei! 
A baby B. dorme a noite toda e normalmente não acorda para beber leite! Já sei que sou sortuda e que a maior parte dos bebés não dormem assim, mas a minha dorme. Não fiz nada de especial para que isso acontecesse, ou então se fiz, não sei... Mas já cheguei ao ponto de pensar em responder que tive a noite toda acordada, só para satisfazer o ego dos papás cá da empresa (assim ficam a pensar que não são os únicos a vir trabalhar com olhos de quem dormiu duas horas)!

Tenho a sensação que durante o dia não tenho filha. São tantas as coisas a pensar no trabalho e tanta informação, que a cabeça desliga completamente (e ainda não chegaram as tarefas importantes)... De vez em quando lá me lembro, mas depois passa logo e continuo a trabalhar. Tenho a sensação de que quando ela começar na creche vai ser pior.

So far so good...

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Ser mãe #1

Ser mãe (pela primeira vez) é:

- Não saber bem o que sentir a primeira vez que vê o bebé, após aquele turbilhão de horas e dores que foi o parto;
- Não saber como amamentar o bebé;
- Chegar a casa com o bebé, e na primeira semana sofrer o que chamamos "baby blues";
- Sentir que amamos incondicionalmente alguém e esse amor é-nos retribuído;
- Ver o amor e a felicidade a aumentar de dia para dia;
- Estar nas lidas de casa e verificar que a tv está no BabyTv à não sei quantas horas e ninguém está a olhar para ela!
- Achar que o nosso bebé é o mais bonito do universo (mesmo não o sendo);
- Gastar 90 % do tempo que gastávamos a comprar roupa para nós, a comprar roupa para o bebé;
- Desesperar quando o bebé não pára de chorar;
- Ter dores por eles, principalmente quando estão doentes ou levam vacinas;
- Ficarmos felizes quando vimos cocó (pelo menos nos primeiros dias);
- Aprender músicas infantis e cantá-las como se não houvesse amanhã;
- Ficarmos com o coração nas mãos quando começamos a trabalhar por termos que deixar o nosso bebé tão pequenino;
- Esquecermos como o bebé era pequenino e ter de ir ver as fotos para nos lembrarmos;
- Perceber que tudo o que era prioritário deixou de o ser;
- Ser multitask e conseguir fazer tudo ao mesmo tempo;
- Por o bebé no carro e ir dar uma volta só para que ele adormeça;
- Tirar toneladas de fotos e depois não fazer nada com elas;